Jornal Voz Ativa | setembro/outubro 2019

A vida social das mulheres contemporâneas tem mudado sensivelmente, apesar delas ainda se tornarem mães e esposas, como suas avos. Assim, elas em 2019 são as principais responsáveis pelo sustento de 45% das famílias brasileiras, ocupando quase a metade das vagas de trabalho no mercado formal. São elas também que geram aquecimento para a economia da sociedade com atividades empreendedoras nas mais diversas áreas profissionais.

A importância das mulheres hoje para a economia e estabilidade social das famílias é um agravante na situação de violência física e psíquica sofrida por elas nos espaços sociais.

Os casos de prática de VIOLÊNCIA por misoginia que consiste no menosprezo e discriminação da mulher, são responsáveis pela retirada de centenas de mulheres do mercado de trabalho e, por consequência, gerando risco para a segurança alimentar e manutenção de seus filhos e prejuízos incalculáveis para a economia da sociedade com desaquecimento e mais gastos com a segurança pública.

É correto afirmar que por este motivo a violência contra a mulheres é da conta de toda a sociedade, que precisa denunciar atos violentos de qualquer natureza e exigir o direito ao exercício pleno da cidadania, para todas as mulheres dentro e fora do lar.

Depoimento: Durante este mês de agosto fui responsável pelo atendimento durante o processo de homologação de uma moça de apenas 25 anos, que contava ter feito um acordo de desligamento da empresa que trabalha, devido as ameaças de morte de seu ex-marido.

Assim, ela dizia que mesmo gostando do emprego precisa ir embora e fugir para outro estado, antes que ele a encontrasse, pois havia a ameaçado de morte. 


Assim, é preciso denunciar o agressor que impõem terror e instabilidade para as mulheres e suas famílias.

Por Valmira Luzia da Silva - Diretora de Finanças e Administração