Jornal Voz Ativa  |  agosto/setembro  |  Por Valmira Luzia da Silva

Os nossos incansáveis esforços, ao lado dos movimentos sociais, para evidenciar a urgência em se materializar ações, que coloquem na ordem do dia a desnaturalização da violência imputada a milhares de pessoas pelo racismo e o dever de auxiliar na construção de uma sociedade igualitária, nos impede de continuar reivindicando a igualdade nas relações sociais, pois somos antirracistas.

O movimento “Vidas Negras” importam – Nós Queremos Respirar, se globalizou e convocou aos brados todas as sociedades mundiais a se unirem, como um único sofro de respiro por libertação do racismo e pelo reconhecimento da condição humana que nos iguala, independentemente da cor da pele.

No Brasil, a batalha pela equidade ganhou um ressignificado com ações mais incisivas que contestam de vez o mito da “Democracia Racial no Brasil“, responsável inclusive pelo dolo velado contra milhares de brasileiros e brasileiras, em seu direito à vida com cidadania. De acordo com as pesquisas jornalísticas da BBC NEWS (jornalistas Matheus Magenta e Luis Barrucho Da BBC News Brasil, em Londres (Reino Unido)” Os Afros- descendentes vivenciam a igualdade só no que diz respeito a vivencia da violência social e física do racismo e, apesar de os negros somarem 55% da população brasileira e 13% da população americana, o perfil socioeconômico é muito semelhante”

Veja um comparativo :

O Sintratel tem bandeiras de luta que se integram com as questões tratadas pelo movi- mento sociais Vidas negras Importam – Eu não Consigo Respirar.

Nós somos representantes de centena de afrodescendentes que, na maioria das  vezes, só alcançam os cargos de menor prestígio nos locais de trabalho, vivem com menos de dois salários mínimos e enfrentam a violência do racismo presente na comunidade violada por chacinas de jovens em situação de:

  • Ausência de acesso aos equipamentos sociais como escolas e áreas de lazer, sendo precárias quando existem.

  • enfrentamento os desafios do trabalho presencial com ônibus pouco higienizados e home office que nem sempre estão bem equipados.

 

Eles e elas estão na lida diária, não desistem, resistem com a esperança de verem dias de conquistas e reconhecimento para todo mundo sem distinção da cor, mas sabemos que ao melhorar as oportunidades sociais e econômica em comunidades e principalmente, nos setores de emprego com menor remuneração alcança- remos os afrodescendentes que sempre com- põem boa parte destes grupos sociais.

Somos signatários das organizações Pró-superação da pobreza e da falta de acesso à educação e cultura. Sabemos que a apreensão de conhecimento empodera e modifica o futuro dos que receberam oportunidades. Assim, destacamos os principais pontos de nossa plataforma de luta por equidade:

 

Revisão nos programas de geração de

emprego para a juventude até 25 anos:

 

Sintratel por equidade - eu não consigo respirar. Através da aplicação de programas bipartites Estado e Empregadores na disponibilização de custeio parcial (bolsas) para a manutenção dos cursos de desenvolvimento e aprimora- mento profissional E.A.D, superiores e técnicos aos jovens  trabalhadores ( até  25  anos) que recebem salários de até 1 salário mínimo e meio ampliando as oportunidades de ingresso destes em outras áreas acadêmicas com garantia de ascensão profissional.

Eu não consigo respirar.. Mudança nos protocolos policiais para impedir técnicas de sufocamento e estrangulamento em aborda- gens policiais, bem como disparos de arma de fogo em invasões ou ocupação de favelas e comunidades. Mudanças nos protocolos da segurança privada para acabar com a hostili- zação, perseguição e constrangimentos nos ambientes públicos e privados, incluindo a eliminação da sala de agressão e tortura pre- sente nos bancos, shoppings e  supermercados.

Sintratel por equidade eu não consi- go respirar: Oferta de SELO SOCIAL “SOU PELA EQUIDADE” As empregadoras e as Insti- tuições parceiras como Universidades e com  que ingressarem nos programas pró equidade, com gestão de ações para seus profissionais de fomentação do antirracismo, por respeito a diversidade de gênero e valorização da democratização dos espaços sociais.

Eu não consigo respirar ... Implementação integral da Lei da História  do  Negro,  História  da África e da disciplina de Relações Étnico Racial em todo ambiente escolar, seja no universitário público ou privado do país, além

 

de campanha de instalação da Rua Zumbi, do Selo da Igualdade Racial, ampliação e expansão da ‘Virada da Consciência”.

Sintratel por equidade eu não consigo respirar: Celebração nas Convenções Coletivas e Acordos de trabalho de cláusulas sociais que favoreçam a permanência dos profissionais nos empregos com perspectivas de melhorias na vida e no trabalho tais como: A aplicação de Programas de colhimento pró saúde psíquica; para pessoas de violência social em decorrência de ações violentas do racismo e machismo em sua moradia e ida e vinda do trabalho ou no local de labor em razão das diligências policiais violentas, manifestações racistas injuriosas de terceiros ou mesmo vio- lência física, fator que leva ao abandono do emprego e do empobrecimento dos que se desligam do setor de telemarketing.

Somos no Brasil milhares de afrodescendentes e podemos mudar definitivamente as feições desta nação que nossos ancestrais ajudaram a transformar em uma grande potencial mundial, queremos igualdade de participação nos espaços de trabalho, cultura e educação.

O Nosso movimento está ampliando as fi- leiras de antirracistas, incomodando as madames que não ligam se o filho da empregada está em risco no elevador, se a jovem negra foi chamada de macaca pelo aluno racista do colégio, se o negro sorridente é vendedor ambulante sem dinheiro para a máscara por não ter renda fixa é vítima em potencial da fome e do COVID19.

Queremos respirar igualdade, respeito a diversidade e a vida sem distinção de cor.